Esta facilidade do Fundo de Solidariedade Africano permitirá ao fundo de garantia cabo-verdiano melhorar o acesso ao crédito das pequenas empresas locais através da sua rede de bancos e instituições de microfinança parceiras.
O Fundo de Solidariedade Africano (FSA) anunciou na segunda-feira, 9 de março, a assinatura de um acordo de contragarantia com a instituição financeira pública cabo-verdiana Pro Garante, o Fundo de Garantia de Cabo Verde. Esta linha de garantia é de 2,5 mil milhões de escudos, cerca de 26 milhões de dólares.
Através deste mecanismo, a instituição financeira multilateral de garantia, que reúne 23 Estados africanos e tem sede em Niamey, no Níger, compromete-se a cobrir parte dos riscos assumidos pela Pro Garante quando esta garante créditos concedidos às empresas pelos bancos locais. A Pro Garante considera esta facilidade uma oportunidade de expandir a sua capacidade de intervenção e facilitar o acesso ao financiamento para as empresas cabo-verdianas, em particular as micro, pequenas e médias empresas (MPME). Estas constituem o motor da economia, mas ainda enfrentam dificuldades para cumprir todos os requisitos para obter crédito.
As MPME em Cabo Verde sofrem de um défice de financiamento estimado em 270 milhões de dólares, cerca de 14,7% do PIB. Esta situação limita a sua capacidade de crescimento e retarda o desenvolvimento de um setor essencial para a economia do país. No entanto, o sistema financeiro cabo-verdiano é líquido e bem capitalizado, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).
“Esta parceria demonstra a importância da cooperação entre instituições africanas na criação de soluções financeiras inovadoras capazes de responder aos desafios do desenvolvimento. Estamos convencidos de que esta iniciativa contribuirá para reforçar o ecossistema de financiamento empresarial em Cabo Verde, criando melhores condições para que os empreendedores possam investir, inovar e crescer”, afirmou a presidente do conselho de administração da Pro Garante, Antonia Maria Cardoso.
Desde a sua criação, em setembro de 1979, o FSA tem como objetivo facilitar o acesso ao financiamento das empresas, permitindo-lhes desempenhar plenamente o seu papel motor no desenvolvimento das economias africanas.
Sandrine Gaingne













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