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Ecobank em negociações com o Bank of China para pagamentos diretos em yuan

Ecobank em negociações com o Bank of China para pagamentos diretos em yuan
Quarta-feira, 22 de Abril de 2026

Se a China se tornou o principal parceiro comercial e investidor de África, a dominância do dólar continua a encarecer ainda mais as trocas comerciais. Para reduzir esses custos, o grupo pan-africano Ecobank, presente em 33 mercados, está a negociar com o Bank of China um sistema de liquidação direta em yuan.

Trata-se de um ponto de viragem que poderá simplificar a vida de milhares de empresários africanos. O grupo pan-africano Ecobank anunciou estar em negociações avançadas com o Bank of China para implementar um sistema de pagamento direto em yuan até ao final de 2026. O objetivo é contornar a passagem obrigatória pelo dólar nas transações comerciais com o gigante asiático.

Para os comerciantes de Lagos, Nairobi ou Lomé que se abastecem na China, a operação é atualmente um verdadeiro desafio financeiro. Para pagar um fornecedor em Cantão, é necessário primeiro converter a moeda local em dólares, antes de voltar a convertê-la em yuan. Uma dupla conversão que implica taxas bancárias elevadas e perda de margens.

É precisamente este entrave que o grupo Ecobank pretende eliminar. “Estamos à procura de oportunidades para liquidar as nossas transações diretamente em yuan, sem passar pelo dólar”, afirmou Jeremy Awori, diretor-geral do Ecobank, à Reuters. Para o responsável do banco sediado no Togo, trata-se de se adaptar à realidade do terreno: a China é, de longe, o principal parceiro comercial do continente. E se o gigante asiático inunda África com os seus produtos — as exportações para o continente aumentaram 26%, atingindo 225 mil milhões de dólares em 2025, num volume total de comércio recorde de 348 mil milhões — também aí consolida os seus capitais. Com cerca de 39 mil milhões de dólares em novos contratos assinados em 2025, Pequim tornou-se o principal investidor bilateral em termos de novos fluxos no continente.

A “desdolarização” ganha terreno

Este aproximar do Bank of China não é um caso isolado. Insere-se numa tendência mais ampla no continente: a “desdolarização”. Em novembro passado, o sul-africano Standard Bank já tinha dado esse passo ao aderir ao sistema de pagamentos interbancários transfronteiriços chinês (CIPS).

Para além da China, todo o continente procura reduzir a dependência do dólar, cada vez mais caro e escasso. Sob a liderança da União Africana, a implementação do Sistema Pan-Africano de Pagamentos (PAPSS) já permite poupar milhares de milhões de dólares em custos de câmbio no comércio intra-africano. Em paralelo, países como a Tanzânia e a Zâmbia endureceram a posição ao proibir o uso do dólar em transações domésticas. A RDC planeia seguir o mesmo caminho já no próximo ano. Esta dinâmica é reforçada pela crescente influência do bloco BRICS+, ao qual se juntaram o Egito e a Etiópia, que defende ativamente um sistema financeiro mundial multipolar.

Pequim já não está sozinha neste terreno. Um duelo de topo começa a desenhar-se com os Emirados Árabes Unidos pela liderança financeira e logística em África. Abu Dhabi está a implementar uma estratégia semelhante à da China, combinando investimentos massivos em infraestruturas portuárias e energéticas com diplomacia monetária. Os Emirados estão também a multiplicar acordos de swap de moedas com vários países africanos, incluindo Egito, Etiópia, Quénia e Nigéria, para facilitar as trocas em dirhams e moedas locais, reduzindo a dependência do dólar americano.

Fiacre E. Kakpo

 

 

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