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A coorte 2026 da Fundação Tony Elumelu destaca-se pela maioria de mulheres e pela forte presença do setor agrícola

A coorte 2026 da Fundação Tony Elumelu destaca-se pela maioria de mulheres e pela forte presença do setor agrícola
Segunda-feira, 23 de Março de 2026

A Fundação Tony Elumelu revelou os 3.200 empreendedores africanos selecionados para a sua coorte de 2026. A seleção destaca-se pela maioria de mulheres e pela forte concentração em setores-chave da economia real, nomeadamente agricultura, agroindústria e serviços, refletindo as dinâmicas atuais do empreendedorismo no continente.

A Fundação Tony Elumelu (TEF) anunciou, a 22 de março de 2026 em Abuja, os nomes dos 3.200 empreendedores africanos integrados na 12.ª coorte do seu programa de apoio ao empreendedorismo. Os beneficiários, provenientes dos 54 países do continente, terão acesso a formação, acompanhamento personalizado e financiamento de até 5.000 dólares.

Esta nova coorte mantém o rumo de um programa que se tornou estruturante à escala africana. Lançada em 2010, a iniciativa já apoiou mais de 24.000 empreendedores, concedendo mais de 100 milhões de dólares em financiamentos. Segundo Tony Elumelu, as empresas apoiadas geraram mais de 4,2 mil milhões de dólares em receitas e criaram cerca de 1,5 milhão de empregos.

Num comunicado sobre esta seleção, o empresário nigeriano reafirmou a sua convicção de que «o empreendedorismo e a criatividade dos jovens africanos» constituem o principal motor de transformação económica do continente. Destacou ainda o progresso do programa, cuja meta inicial de apoiar 10.000 empreendedores já foi largamente ultrapassada.

A coorte de 2026 distingue-se pelo forte protagonismo das mulheres, que representam 51% dos empreendedores selecionados. Segundo Tony Elumelu, este resultado decorre de uma seleção baseada no mérito, com candidaturas femininas destacando-se «pela qualidade das ideias e clareza dos modelos de negócio».

A análise dos beneficiários evidencia a predominância de atividades ligadas à economia real. Agricultura e agroindústria estão entre os setores mais representados, juntamente com transformação alimentar, têxtil, comércio e serviços de proximidade.

Setores tecnológicos, incluindo serviços digitais e fintech, também estão presentes, mas de forma complementar, refletindo a estruturação progressiva dos ecossistemas empreendedores africanos.

O papel central do setor privado

Embora os empreendedores selecionados venham de todos os países africanos, alguns mercados, como a Nigéria, dominam em volume. Outros países, como Benim, Gana e Camarões, também apresentam uma presença significativa.

Esta configuração ilustra tanto as disparidades de maturidade entre ecossistemas nacionais como a vontade da fundação de garantir uma cobertura continental.

Além dos números, a Tony Elumelu Foundation promove, através do seu programa, a visão do «Africapitalismo», baseada no papel central do setor privado no desenvolvimento económico e social do continente.

Para Tony Elumelu, o desafio é passar de um modelo centrado na ajuda para um modelo baseado em investimento e criação de valor local. «A esperança não é apenas um sentimento, é um sistema que podemos construir», sublinha.

Com esta coorte, a fundação reforça o seu posicionamento como um dos principais catalisadores do empreendedorismo africano, num contexto em que as jovens empresas se afirmam cada vez mais como um motor central de crescimento e inclusão económica no continente.

 

 

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