Inaugurada em fevereiro de 2025, a mina de lítio de Bougouni tornou-se a segunda do Mali. Em 2026, deverá registar o seu primeiro ano completo de exploração, já marcado por uma aceleração das atividades tanto a nível operacional como comercial.
Na terça-feira, 14 de abril, a Kodal Minerals anunciou ter produzido 26 981 toneladas de concentrado de espodumena na sua mina de lítio de Bougouni durante o primeiro trimestre, no Mali. Este desempenho insere-se na progressiva fase de ramp-up do ativo, num contexto de aceleração das primeiras vendas destinadas à chinesa Hainan Mining, simultaneamente principal cliente e parceira na joint-venture responsável pelo projeto.
No seu balanço operacional, a empresa refere ter produzido 10 900 toneladas em março, um nível mensal recorde desde a entrada em funcionamento do site em fevereiro de 2026. Em paralelo, continua os trabalhos de otimização das operações de exploração da mina, cuja capacidade anual está estimada em 125 000 toneladas.
No plano comercial, a monetização dos volumes está a intensificar-se. Cerca de 49 000 toneladas de concentrado já foram expedidas para a China desde dezembro, enquanto uma nova carga de 20 000 toneladas está em trânsito. Sob reserva de pagamento, a empresa indica ter gerado 51 milhões de dólares em receitas através das remessas anteriores, num contexto de recuperação dos preços do lítio após vários anos de queda.
«A produção de mais de 10 900 toneladas de concentrado de espodumena em março e o recente envio do terceiro carregamento para a Hainan demonstram a melhoria contínua e a regularidade das entregas no site de Bougouni. Este terceiro carregamento eleva o total das exportações para cerca de 69 000 toneladas de concentrado de espodumena desde novembro de 2025, e o site continua a beneficiar da subida dos preços do lítio no mercado», afirmou Bernard Aylward, CEO da Kodal Minerals.
A continuidade desta dinâmica nos próximos meses poderá também beneficiar o Mali, que tem direito a 35% das participações na mina, dos quais 5% pertencem a investidores locais. Os restantes 65% são detidos pela joint-venture entre a Kodal Minerals e a Hainan. Note-se que, para além de Bougouni, o país da África Ocidental também alberga Goulamina, outra mina de lítio detida pela chinesa Ganfeng.
Aurel Sèdjro Houenou













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