Frente a uma economia mundial estruturada em torno do conhecimento e da inovação, a Argélia acelera sua transformação universitária. A criação de uma comissão dedicada ao modelo 4.0 reflete a materialização de uma ambição cultivada há vários anos.
Na Argélia, a Universidade de Formação Contínua (UFC) instalou oficialmente uma comissão encarregada de liderar sua transição para a universidade de "quarta geração" (4.0). De acordo com o serviço de imprensa da Argélia (APS), que divulgou a informação nesta quinta-feira, 12 de março, essa iniciativa "reflete a orientação do setor para apoiar as mudanças tecnológicas globais e fortalecer o papel da universidade no campo da inovação".
A instituição pública dedicada ao ensino a distância vê isso como "um passo para a construção de uma universidade inteligente e inovadora, capaz de enfrentar os desafios do futuro e contribuir de forma eficaz para o desenvolvimento nacional e para a economia do conhecimento".
A comissão se apoia em uma base digital já bem desenvolvida. Em setembro de 2025, durante a Semana Nacional de Ensino Digital, o reitor Yahia Djaafri indicou que a UFC havia formado mais de 800 professores em tecnologias de informação e comunicação, finalizado 683 cursos online, sendo 120 deles em inglês, e implantado 68 plataformas digitais dedicadas aos estudantes. Sua formalização como órgão institucional agora lhe confere os meios para avançar ainda mais.
Esse projeto faz parte de uma dinâmica setorial mais ampla. Para o ano letivo de 2024/2025, o Ministério do Ensino Superior e da Pesquisa Científica registrou 1.530.230 estudantes, dos quais 938.673 são mulheres (63%). Um volume que reflete tanto a massificação do sistema quanto a urgência de modernizar seus conteúdos.
No âmbito da visibilidade internacional, o caminho é claro. Com 46 instituições listadas no ranking QS Arab Region 2026, contra 17 em 2025 e 14 em 2024, a Argélia ocupa a liderança no Magrebe e no mundo árabe em número de universidades classificadas. Resta agora converter essa dinâmica em empregabilidade concreta, um desafio central que o modelo 4.0 do ensino superior foi precisamente projetado para enfrentar.
Félicien Houindo Lokossou













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