Após uma primeira digressão por cinco países da África Ocidental, o Presidente beninense Romuald Wadagni deslocou-se a Dakar, Bamaco e Bissau com o objetivo de consolidar as relações bilaterais e promover uma maior integração regional.
O Presidente beninense Romuald Wadagni prosseguiu, na terça-feira, 9 de junho, a sua digressão diplomática pela África Ocidental com visitas ao Senegal, Mali e Guiné-Bissau.
Esta série de deslocações insere-se numa estratégia destinada a reforçar a cooperação entre os países membros da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) e a aprofundar o diálogo sobre questões económicas, de segurança e políticas.
O Senegal, primeira etapa da digressão
Em Dakar, os encontros com o seu homólogo, Bassirou Diomaye Faye, centraram-se no reforço das relações bilaterais, nas perspetivas de cooperação económica e financeira, bem como nos principais desafios enfrentados pela África Ocidental.
Os dois dirigentes abordaram igualmente as questões relacionadas com a integração regional e a estabilidade da sub-região. Num contexto marcado por persistentes tensões de segurança e desafios económicos comuns, manifestaram a sua vontade de «dar um novo impulso» à parceria entre os dois países e de promover uma cooperação mais estreita entre os Estados da África Ocidental.
Bamaco: cooperação económica e segurança no centro das discussões
A visita ao Mali constituiu outra etapa importante desta digressão. Em Bamaco, as conversações com o Presidente Assimi Goïta incidiram sobre as perspetivas de cooperação económica, comercial e cultural. Os dois responsáveis acordaram relançar os mecanismos de concertação bilateral, nomeadamente através da realização da segunda sessão da Grande Comissão Mista de Cooperação Benim-Mali.
A situação de segurança no Sahel ocupou igualmente um lugar central nas discussões. Os dirigentes insistiram na necessidade de reforçar a coordenação regional face às ameaças terroristas e aos desafios transfronteiriços, reafirmando simultaneamente o seu apego aos princípios da soberania, da integridade territorial e da não ingerência, bem como a necessidade de uma coordenação reforçada no combate ao terrorismo e às ameaças transnacionais.
Última etapa na Guiné-Bissau
Após Dakar e Bamaco, o Presidente beninense deslocou-se à Guiné-Bissau, onde foi recebido pelo seu homólogo guineense-bissauense. As discussões centraram-se principalmente no reforço da cooperação bilateral e nas questões relacionadas com o desenvolvimento económico e a estabilidade política da África Ocidental.
Este encontro permitiu aos dois dirigentes reafirmar a sua vontade de trabalhar em conjunto para consolidar os laços entre os seus países e contribuir para os esforços de integração regional.
Uma diplomacia de proximidade assumida
Esta nova sequência diplomática ocorre poucos dias após uma primeira digressão que levou o Chefe de Estado beninense à Nigéria, ao Níger, ao Burkina Faso, ao Togo e à Costa do Marfim. Insere-se na continuidade da estratégia diplomática desenvolvida por Romuald Wadagni desde a sua chegada à presidência.
Durante essa primeira viagem regional, o Presidente Wadagni obteve, nomeadamente, avanços significativos com o Níger, que se comprometeu a reabrir a sua fronteira com o Benim, encerrada desde 2023.
Foram igualmente registados progressos com o Burkina Faso nas questões de transporte e comércio, enquanto os contactos com a Nigéria e a Costa do Marfim permitiram consolidar as parcerias económicas e de segurança já existentes.
Para além das visitas protocolares, esta iniciativa traduz a vontade do Benim de reforçar o seu papel no espaço da África Ocidental. O desafio é duplo: consolidar as relações com os seus vizinhos imediatos e contribuir para uma aproximação entre a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a Aliança dos Estados do Sahel (AES), num contexto regional marcado por profundas recomposições políticas e de segurança.
Através desta digressão, o Sr. Wadagni procura posicionar o Benim como um ator de diálogo e cooperação, defendendo simultaneamente os interesses económicos de um país cuja prosperidade depende também da integração regional e da fluidez das trocas comerciais com os seus vizinhos.
Charlène N’dimon













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