Para reduzir as restrições administrativas, a Costa do Marfim aposta na identidade digital associada ao telemóvel. Uma aplicação dedicada foi oficialmente lançada, marcando um ponto de viragem decisivo na digitalização da administração postal.
A Costa do Marfim prossegue a modernização da sua administração com o apoio do digital. Na sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, o Gabinete Nacional do Registo Civil e da Identificação (ONECI) e os Correios da Costa do Marfim lançaram a aplicação “MaPoste”, destinada a desmaterializar o acesso aos serviços postais e administrativos através da identidade digital.
Concebida como uma “super-aplicação”, a MaPoste permite a cada cidadão que disponha de um Número Nacional de Identificação (NNI) aceder a uma caixa postal digital a partir do seu smartphone. A ferramenta insere-se na estratégia nacional de transformação digital, que visa aproximar os serviços públicos dos utilizadores, reforçando simultaneamente a segurança das trocas.
Através desta plataforma, os Correios da Costa do Marfim adotam uma abordagem dita phygital, que combina a sua rede física de mais de 200 agências com serviços totalmente desmaterializados. O objetivo é reduzir deslocações, simplificar os procedimentos e melhorar a experiência dos utilizadores, num contexto em que a procura por serviços públicos digitais não pára de crescer.
O projeto assenta na integração do Registo Nacional das Pessoas Singulares (RNPP), gerido pelo ONECI. Este sistema atribui a cada cidadão uma identidade única baseada em dados biométricos, que se tornou um pilar central do desenvolvimento do governo eletrónico marfinense. Segundo as autoridades, a associação dos serviços digitais a uma identidade certificada é uma condição essencial para garantir a fiabilidade das transações e a proteção dos dados pessoais.
Concretamente, a MaPoste deverá facilitar vários procedimentos administrativos, nomeadamente a entrega do cartão nacional de identidade, o pedido e o acompanhamento de documentos oficiais como certidões do registo civil, certificados de nacionalidade ou o registo criminal. Uma evolução que visa reduzir os prazos de tratamento e reforçar a rastreabilidade dos processos.
Esta iniciativa insere-se num movimento mais amplo de digitalização dos serviços públicos na Costa do Marfim. Nos últimos anos, o país multiplicou os projetos em torno da identidade digital, da cibersegurança e da desmaterialização administrativa, com a ambição de construir uma administração mais eficiente, mais inclusiva e melhor adaptada aos usos digitais dos cidadãos.
Samira Njoya













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