As operações de trânsito no corredor Lomé-Ouagadougou continuam a ser afetadas por constrangimentos logísticos e administrativos, num contexto de custos elevados e longos prazos, impactando o comércio.
O Togo e o Burquina Faso estão a intensificar os seus intercâmbios para melhorar a fluidez do corredor Lomé-Ouagadougou, uma via rodoviária com mais de mil quilómetros, central para o trânsito sub-regional. Uma reunião entre as autoridades dos dois países realizou-se no final da semana passada em Lomé, reunindo os atores do transporte e da logística.
Disfunções identificadas
Vários constrangimentos dificultam a competitividade deste corredor, nomeadamente as burocracias rodoviárias, a morosidade administrativa e a obsolescência da frota automóvel.
As discussões permitiram identificar vários pontos de bloqueio, entre eles: cobrança de sobreestadia aos carregadores, atrasos decorrentes de procedimentos, insuficiência de capacidade de armazenamento no porto e falta de equipamentos de manuseio.
As delegações também abordaram o congestionamento de camiões, a insuficiência de parques para veículos pesados e problemas de segurança no porto.
A isto somam-se dificuldades próprias do corredor, como custos adicionais indevidos, multiplicação de postos de controlo e certas taxas que aumentam os custos logísticos.
Rumo a ajustes e coordenação reforçada
Após identificarem estes desafios, ambas as partes expressaram a vontade de melhorar a coordenação.
O Togo indicou estar a trabalhar em medidas para repartir melhor as responsabilidades em caso de atrasos e reforçar a transparência na organização do transporte de carga.
O ministro dos Transportes togolês sublinhou a importância estratégica desta via. «O transporte rodoviário é um instrumento de desenvolvimento e integração regional», declarou Komlan Kadjé, acrescentando que os esforços continuarão para «melhorar e sobretudo facilitar o transporte e o trânsito rodoviário Lomé-Ouagadougou».
A longo prazo, estas discussões deverão resultar num quadro formal de concertação, para acompanhar as reformas e melhorar o desempenho do corredor.
País sem saída para o mar na África Ocidental, o Burquina Faso depende fortemente do Porto de Lomé para as suas importações. Por exemplo, a nível sub-regional, era o principal cliente do Togo e o segundo globalmente, em termos de exportações togolesas, com 10,4 % das exportações, à frente da Costa do Marfim (9,1 %) e do Gana (6,8 %).
Ayi Renaud Dossavi













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