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Égypte: parceria com a Indorama para desenvolver um complexo de fertilizantes fosfatados na zona do Canal de Suez

Égypte: parceria com a Indorama para desenvolver um complexo de fertilizantes fosfatados na zona do Canal de Suez
Sexta-feira, 10 de Abril de 2026

O Egito é o segundo maior produtor africano de fertilizantes químicos, a seguir a Marrocos. Embora o país do Norte de África seja principalmente reconhecido por privilegiar a produção de fertilizantes azotados, o segmento dos fertilizantes fosfatados, ainda pouco desenvolvido, está a suscitar o interesse dos investidores.

O conglomerado indonésio Indorama Corporation deu mais um passo na sua expansão industrial no Egito. No dia 8 de abril, a empresa assinou um acordo com a autoridade responsável pela zona económica do Canal de Suez para instalar um complexo industrial integrado de fertilizantes fosfatados e produtos químicos de base no país.

Segundo um comunicado publicado no site do governo egípcio, este novo projeto será realizado no âmbito de uma parceria com a empresa pública Misr Phosphate, especializada na extração e comercialização de rocha fosfatada. Este anúncio marca a entrada da Indorama no setor dos fertilizantes no Egito.

Instalada no país desde 2007, a empresa indonésia operava até agora na produção de plásticos e materiais de embalagem.

Um plano de investimento inicial superior a 500 milhões $

A futura fábrica de fertilizantes será instalada num terreno de 52,2 hectares na zona industrial de Ain Sokhna. A primeira fase de desenvolvimento do projeto envolve um investimento de 525 milhões de dólares e dotará o complexo industrial de uma capacidade de produção de 600 000 toneladas de fertilizantes fosfatados, bem como de uma gama de produtos associados como amoníaco, enxofre, potassa (cloreto de potássio) e ureia. Segundo o comunicado, produzirá também produtos químicos especializados como sulfato de zinco, ácido bórico e molibdato de sódio.

Está previsto que o projeto apoie as cadeias de abastecimento agrícolas e industriais, com cerca de 80% da produção destinada à exportação, contribuindo assim para o reforço da capacidade exportadora do Egito. Para já, os detalhes sobre a data de início das obras e de entrada em funcionamento da fábrica ainda não são conhecidos. Uma vez operacional, esta nova unidade deverá aumentar a contribuição dos fertilizantes fosfatados — ainda marginal — para as receitas de exportação de fertilizantes do Egito.

Os dados compilados na plataforma Trade Map mostram, por exemplo, que o país dos faraós exportou cerca de 2,18 mil milhões de dólares em fertilizantes em 2024, dos quais 71% provêm da venda de fertilizantes azotados. Os fertilizantes fosfatados representaram apenas 13% das receitas do setor, seguidos pelos fertilizantes compostos (9,9%) e pelos fertilizantes potássicos (5%).

Expansão africana

Com este projeto em Ain Sokhna, no Egito, a Indorama reforça a sua presença na indústria de fertilizantes em África, onde até agora estava ativa apenas no Senegal e na Nigéria.

A expansão do conglomerado indonésio no setor dos fertilizantes começou no Senegal em 2014 com a aquisição das Indústrias Químicas do Senegal (ICS), empresa especializada na produção de fertilizantes fosfatados. Mais recentemente, em outubro de 2025, a empresa revelou um plano de investimento de 126 mil milhões de francos CFA (224,3 milhões de dólares) para reforçar a sua capacidade de produção no país. Entre os principais projetos anunciados estão o aumento da capacidade de produção de NPK, a construção de uma unidade de superfosfato simples (SSP) de 350 000 toneladas/ano e a construção de uma fábrica de ácido sulfúrico com capacidade de 700 toneladas/dia.

No que diz respeito à Nigéria, a Indorama iniciou as suas atividades no setor dos fertilizantes em 2016 com a entrada em funcionamento de uma fábrica de fertilizantes azotados em Port Harcourt, no estado de Rivers. Embora a unidade tivesse uma capacidade inicial de produção de 1,4 milhões de toneladas por ano, a empresa lançou em 2018 um projeto de expansão para duplicar essa capacidade para 2,8 milhões de toneladas a partir de 2021. Desde 2023, está em curso um novo projeto para aumentar essa capacidade para 4,2 milhões de toneladas a longo prazo.

Stéphanas Assocle

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