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O frango brasileiro ganha terreno em África, com um aumento de 74 % das importações em cinco anos

O frango brasileiro ganha terreno em África, com um aumento de 74 % das importações em cinco anos
Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2026

A carne de frango é uma das principais fontes de proteínas animais nos hábitos alimentares em África. Enquanto a maioria dos países do continente depende de importações para colmatar o défice de produção, a origem brasileira ganha cada vez mais terreno.

965 699 toneladas. Este é o volume total de carne de frango importado pelos países africanos a partir do Brasil ao longo de todo o ano de 2024, segundo o relatório anual de 2025 da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Este volume representa um aumento de 18,25 % em relação ao ano anterior e confirma a importância crescente do frango brasileiro na alimentação dos consumidores do continente.

Um crescimento de 74 % desde 2020

Enquanto as exportações brasileiras de carne de frango para África totalizavam apenas 555 734 toneladas em 2020, passaram para 662 323 toneladas em 2021, antes de atingirem 816 611 toneladas em 2023. No conjunto, as importações africanas de frango brasileiro aumentaram 74 % ao longo de cinco anos, com uma taxa média de crescimento anual estimada em 14,81 % no período considerado.

O frango brasileiro conquista África

O sucesso deste produto no continente é impulsionado, antes de mais, pela África do Sul, que constitui há vários anos o principal mercado de destino para os comerciantes brasileiros. Em 2024, por exemplo, o país arco-íris adquiriu 325 409 toneladas de frango, o que corresponde a cerca de um terço do volume total importado por África. Seguem-se a Líbia (10,34 %), o Gana (9,74 %), Angola (9,11 %) e a República do Congo (4,98 %). No total, o setor brasileiro abasteceu 44 países africanos nesse ano.

Gana e República do Congo: motores do aumento das importações

Dois países da África Subsaariana destacam-se pelo forte crescimento das suas importações de frango brasileiro nos últimos anos: o Gana e a República do Congo. No Gana, o volume importado do Brasil passou de 15 268 toneladas em 2020 para 94 130 toneladas em 2024, ou seja, um aumento de seis vezes. Este crescimento rápido elevou o país da quinta para a terceira posição entre os clientes africanos de Brasília, sublinhando a importância crescente desta fonte de abastecimento no mercado local.

Quanto à República do Congo, as suas importações de frango brasileiro mais do que quadruplicaram, passando de 11 239 toneladas em 2020 para 48 170 toneladas em 2024. Se anteriormente Brazzaville não figurava entre os principais mercados da indústria avícola brasileira, afirma-se agora como um mercado em plena expansão.

Estas evoluções refletem a ascensão do frango brasileiro em mercados africanos que, até então, eram marginalizados na estratégia de exportação do país sul-americano.

Um abrandamento em 2025?

Embora as estatísticas de exportação de 2025 para todos os países africanos ainda não estejam disponíveis, é possível que a dinâmica de crescimento observada venha a abrandar. Importa recordar que, a 15 de maio, o Brasil declarou o seu primeiro caso de gripe aviária numa exploração comercial. Este anúncio gerou fortes preocupações entre os países clientes.

A África do Sul, por exemplo, impôs uma proibição temporária das importações com esta origem, enquanto Angola optou por uma restrição. Será necessário aguardar pela publicação do relatório anual de 2026 da ABPA para avaliar em que medida este episódio afetou o setor brasileiro no seu comércio com África ao longo dos 12 meses do ano.

Recorde-se que o continente africano representa o terceiro maior mercado de destino do frango brasileiro, a seguir à Ásia e ao Médio Oriente.

Stéphanas Assocle

 

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