Facebook Agence Ecofin Twitter Agence Ecofin LinkedIn Agence Ecofin
Instagram Agence Ecofin Youtube Agence Ecofin Tik Tok Agence Ecofin WhatsApp Agence Ecofin

×

Message

Failed loading XML... XML declaration allowed only at the start of the document

Quénia: indústria açucareira aposta nas bioenergias para criar mais valor acrescentado

Quénia: indústria açucareira aposta nas bioenergias para criar mais valor acrescentado
Quinta-feira, 16 de Abril de 2026

O Quénia é o principal produtor de açúcar na África Oriental. No país, as autoridades procuram impulsionar uma nova dinâmica no setor, com o objetivo de valorizar os produtos e subprodutos da produção açucareira no segmento das bioenergias.

No Quénia, o Conselho do Açúcar (KSB) pretende implementar uma estratégia destinada a acelerar a diversificação da indústria açucareira. Foi o que anunciou Jude Chesire, diretor-geral do regulador, à margem da Informa Africa Sugar Conference, o principal evento africano dedicado à indústria do açúcar e do etanol, que decorreu em Nairobi de 14 a 15 de abril.

Segundo um comunicado publicado no site do Ministério da Agricultura, esta estratégia propõe uma nova orientação que visa passar de uma produção açucareira tradicional para um modelo agroindustrial diversificado, centrado na produção de etanol e nas energias renováveis.

Concretamente, a transformação assenta em três pilares. Primeiro, o aumento da produção de etanol a partir da melaço, um coproduto do refino do açúcar. Depois, a produção de eletricidade através do bagaço, resíduo fibroso da cana-de-açúcar utilizado na cogeração nas fábricas. Por fim, a valorização industrial dos subprodutos, com o objetivo de alcançar uma cadeia de valor com zero desperdício.

Para acompanhar esta transição, o Kenya Sugar Board está a desenvolver ações de modernização baseadas em variedades de cana de alto rendimento, mecanização e tecnologias de agricultura de precisão, de modo a melhorar a eficiência e a sustentabilidade”, sublinha o comunicado. Estas iniciativas visam aumentar a produção de cana-de-açúcar e apoiar a diversificação industrial através da disponibilidade suficiente de matéria-prima.

Oportunidades para além da comercialização do açúcar

Esta nova orientação no setor açucareiro poderá não só diversificar as receitas dos industriais, como também reforçar a segurança energética local, num país onde a procura de eletricidade continua a crescer.

A procura de eletricidade no Quénia atingiu um novo recorde de 2 439,06 MW em dezembro de 2025. Segundo a Kenya Power, empresa nacional responsável pela transmissão e distribuição de eletricidade, o aumento das ligações à rede elétrica, o crescimento industrial e a expansão da rede estão a exercer uma pressão crescente sobre a oferta, sendo que os clientes industriais já representam mais de metade das vendas.

Esta dinâmica abre caminho a novos investimentos na geração, nomeadamente em energias renováveis, no reforço de capacidades térmicas de reserva e em soluções de armazenamento. Cria também um mercado promissor para produtores independentes de eletricidade e infraestruturas de rede.

Além disso, a produção de bioetanol representa uma oportunidade estratégica como alternativa aos combustíveis fósseis utilizados no transporte rodoviário. Em África, alguns países, como a Nigéria e o Uganda, já implementaram quadros regulatórios que permitem integrar o bioetanol nos combustíveis destinados ao transporte doméstico.

Enquanto se aguardam novos desenvolvimentos, a indústria açucareira queniana ainda gera quase todas as suas receitas a partir da produção e comercialização de açúcar. Segundo dados nacionais, o cultivo da cana-de-açúcar ocupa cerca de 300 000 hectares no Quénia, enquanto a produção de açúcar é estimada em cerca de 677 761 toneladas por ano, em média, entre 2020 e 2024.

Stéphanas Assocle

 

Sobre o mesmo tema

Na África Ocidental, o Gana figura entre os principais polos de pesca, ao lado da Nigéria, da Mauritânia, do Senegal e da Guiné. No país, onde o setor é...

A Tanzânia é o segundo maior importador de óleos alimentares da África Oriental, depois do Quénia. O governo, que procura reduzir a dependência das...

O Ruanda é o quarto maior importador de açúcar da África Oriental, depois da Somália, do Quénia e da Tanzânia. O Governo, que procura reduzir as suas...

A transformação da castanha de caju ganha terreno na África Ocidental, impulsionada pela abundância da produção e por políticas públicas mais favoráveis...

MAIS LIDOS
01

Dos 50 países africanos analisados, 27 registaram uma melhoria da sua situação em matéria de paz nos…

Classificação de 2026 dos países africanos mais pacíficos (Institute for Economics & Peace)
02

Num contexto de crescimento demográfico, expansão do acesso à eletricidade e aumento das necessidade…

Angola prevê aumentar a sua produção elétrica em 40% até 2027.
03

Tal como a maioria dos tubérculos cultivados em África, a batata desempenha um papel estratégico na …

Os 6 principais produtores de batata em África
04

Na África do Sul, apesar da concorrência dos gigantes MTN e Vodacom, o operador histórico continua a…

África do Sul: Telkom paga 34 milhões de dólares em dividendos ao Estado, em alta face ao ano anterior

A Agência Ecofin cobre diariamente as atualidades de 9 setores africanos: gestão pública, finanças, telecomunicações, agro, energia, mineração, transportes, comunicação e formação. Também concebe e opera mídias especializadas, digitais e impressas, em parceria com instituições ou empresas ativas em África.

DEPARTAMENTO COMERCIAL
regie@agenceecofin.com 
Tel: +41 22 301 96 11
Cel: +41 78 699 13 72

Mídia kit : Link para download
REDAÇÃO
redaction@agenceecofin.com


Mais informações :
Equipe
Editora
AGÊNCIA ECOFIN

Mediamania Sarl
Rue du Léman, 6
1201 Genebra – Suíça
Tel: +41 22 301 96 11

 

A Agência Ecofin é uma agência de informação econômica setorial, criada em dezembro de 2010. Sua plataforma digital foi lançada em junho de 2011.

 
 
 
 

Please publish modules in offcanvas position.