O karité no Togo continua pouco estruturado, com cadeias de valor fragmentadas e capacidades de transformação limitadas. Esta situação tem impacto na valorização e nos rendimentos dos intervenientes do setor.
No Togo, os atores da fileira do karité reuniram-se na semana passada em Lomé no âmbito de um ateliê nacional destinado a reforçar a colaboração entre as diferentes partes interessadas. A iniciativa, liderada pela Coordenação Togolesa das Organizações Camponesas e de Produtores Agrícolas (CTOP), insere-se numa dinâmica de estruturação e valorização desta fileira, que se revela estratégica para a economia rural.
O principal objetivo do encontro foi promover uma melhor organização dos atores, nomeadamente produtores, transformadores e exportadores, de forma a melhorar a competitividade do karité togolês nos mercados regionais e internacionais. De facto, esta fileira, que constitui uma importante fonte de rendimento para muitas mulheres rurais, enfrenta vários desafios, incluindo o acesso limitado ao financiamento, constrangimentos logísticos e a fraca transformação local.
Durante os debates, os participantes insistiram na necessidade de reforçar as capacidades técnicas, melhorar a qualidade dos produtos e promover parcerias público-privadas. Foi também colocada ênfase na criação de mecanismos de financiamento adaptados para apoiar as iniciativas locais.
Este encontro ocorre na sequência de uma primeira reunião realizada em março passado em Kara, que mobilizou os atores em torno das questões de desenvolvimento e sustentabilidade da fileira do karité no Togo.
A iniciativa decorre num contexto em que o governo togolês pretende promover cadeias de valor com elevado potencial. Desde o início deste ano, foi imposta uma taxa de importação sobre vários produtos, incluindo o karité.
Recorde-se que, a nível internacional, o Togo ocupa a 7.ª posição entre os produtores mundiais de karité, com uma produção anual estimada entre 35.000 e 50.000 toneladas de amêndoas.
Esaïe Edoh













Meknès - Durabilité de la production animale et souveraineté alimentaire