Facebook Agence Ecofin Twitter Agence Ecofin LinkedIn Agence Ecofin
Instagram Agence Ecofin Youtube Agence Ecofin Tik Tok Agence Ecofin WhatsApp Agence Ecofin

×

Message

Failed loading XML... XML declaration allowed only at the start of the document

Alimentação animal: África, motor do crescimento mundial em 2025 (Alltech)

Alimentação animal: África, motor do crescimento mundial em 2025 (Alltech)
Segunda-feira, 27 de Abril de 2026

Desde 2023, a produção de alimentos para animais em África tem seguido uma dinâmica positiva. Com a intensificação dos métodos de produção e a procura por proteínas animais, todos os indicadores estão em alta.

Em 2025, a indústria africana de alimentação animal registou o maior crescimento mundial. Segundo o relatório «Agri-Food Outlook» da empresa norte-americana Alltech, publicado a 21 de abril de 2026, o continente produziu 64,2 milhões de toneladas de rações animais no ano transato, um volume em crescimento de 11,5% face a 2024, contra apenas 2,9% da média mundial. Trata-se do segundo ano consecutivo em que a região regista o maior crescimento a nível global.

A aquacultura lidera o crescimento

Embora estivesse na parte inferior do ranking em 2024, o segmento da produção para aquacultura foi o que registou a maior melhoria em toda a indústria africana. Segundo a consultora, a produção africana aumentou 27,5%, atingindo 2,1 milhões de toneladas no período, contra cerca de 4,7% a nível mundial.

Este desempenho deve-se sobretudo aos bons resultados do Egito, onde os volumes cresceram 36%, apesar de «problemas de concorrência pela água». O país do Norte de África é o maior produtor de aquacultura do continente e o terceiro maior fornecedor mundial de tilápia, atrás da China e da Indonésia.

Alimentos para vacas leiteiras em segundo lugar

O segmento de alimentos para vacas leiteiras ocupa o segundo lugar. O volume produzido cresceu 13,5%, atingindo 10 milhões de toneladas no último ano. Este aumento confirma a dinâmica das explorações leiteiras, que adotam cada vez mais modelos intensivos, aumentando a dependência de rações formuladas e, consequentemente, o consumo de alimentos compostos.

«Na África do Sul, a melhoria das condições económicas e a redução dos custos das matérias-primas sustentaram a procura por alimentos para animais, embora a febre aftosa continue a ser um risco. Na África Oriental e Austral, o aumento do uso de alimentos compostos por vaca e a progressiva formalização das cadeias de abastecimento aumentaram os volumes totais», refere o relatório.

A avicultura continua dominante

O segmento da avicultura continua a ser o maior, representando mais de 45% do total. No ano passado, a produção de alimentos para frangos de carne ultrapassou os 20 milhões de toneladas, registando um crescimento recorde global de 12,7%, impulsionado pelo Egito (+21,9%), o principal produtor africano de frangos.

Ao mesmo tempo, o volume destinado às galinhas poedeiras cresceu 10,5%, atingindo 9,69 milhões de toneladas. Outros segmentos, como suínos e bovinos, também terminaram 2025 com resultados positivos (+8,6% para 2,5 milhões de toneladas e +8,4% para 7 milhões de toneladas, respetivamente).

Quais perspetivas para 2026?

Embora 2025 tenha sido globalmente favorável, os autores indicam que está em curso uma mudança de dinâmica em toda a indústria mundial.

«A era do crescimento previsível e linear do setor agroalimentar está a chegar ao fim – e a indústria enfrenta uma convergência de obstáculos estruturais, ambientais e económicos […]. A capacidade de fornecer proteínas de forma rentável está a ser posta à prova por fenómenos meteorológicos extremos, pela rutura das rotas comerciais geopolíticas, por ameaças biológicas persistentes e pelo aumento do custo do capital», explicam.

Perante estes desafios, o estudo considera que, em África e no resto do mundo, o desempenho em 2026 dependerá da capacidade de gerir riscos, adaptar formulações, otimizar operações e manter a resiliência.

Espoir Olodo

Sobre o mesmo tema

Na África Ocidental, o Gana figura entre os principais polos de pesca, ao lado da Nigéria, da Mauritânia, do Senegal e da Guiné. No país, onde o setor é...

A Tanzânia é o segundo maior importador de óleos alimentares da África Oriental, depois do Quénia. O governo, que procura reduzir a dependência das...

O Ruanda é o quarto maior importador de açúcar da África Oriental, depois da Somália, do Quénia e da Tanzânia. O Governo, que procura reduzir as suas...

A transformação da castanha de caju ganha terreno na África Ocidental, impulsionada pela abundância da produção e por políticas públicas mais favoráveis...

MAIS LIDOS
01

Dos 50 países africanos analisados, 27 registaram uma melhoria da sua situação em matéria de paz nos…

Classificação de 2026 dos países africanos mais pacíficos (Institute for Economics & Peace)
02

Num contexto de crescimento demográfico, expansão do acesso à eletricidade e aumento das necessidade…

Angola prevê aumentar a sua produção elétrica em 40% até 2027.
03

Tal como a maioria dos tubérculos cultivados em África, a batata desempenha um papel estratégico na …

Os 6 principais produtores de batata em África
04

Na África do Sul, apesar da concorrência dos gigantes MTN e Vodacom, o operador histórico continua a…

África do Sul: Telkom paga 34 milhões de dólares em dividendos ao Estado, em alta face ao ano anterior

A Agência Ecofin cobre diariamente as atualidades de 9 setores africanos: gestão pública, finanças, telecomunicações, agro, energia, mineração, transportes, comunicação e formação. Também concebe e opera mídias especializadas, digitais e impressas, em parceria com instituições ou empresas ativas em África.

DEPARTAMENTO COMERCIAL
regie@agenceecofin.com 
Tel: +41 22 301 96 11
Cel: +41 78 699 13 72

Mídia kit : Link para download
REDAÇÃO
redaction@agenceecofin.com


Mais informações :
Equipe
Editora
AGÊNCIA ECOFIN

Mediamania Sarl
Rue du Léman, 6
1201 Genebra – Suíça
Tel: +41 22 301 96 11

 

A Agência Ecofin é uma agência de informação econômica setorial, criada em dezembro de 2010. Sua plataforma digital foi lançada em junho de 2011.

 
 
 
 

Please publish modules in offcanvas position.