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Noticias Digital

Noticias Digital (401)

 

 
 

Apenas 1% dos dispositivos ativos no Togo são compatíveis com 5G, enquanto 39% são compatíveis com 4G, 16% com 3G e 44% com 2G.
Uma adoção significativa do 5G ainda está para acontecer, devido a obstáculos como o alto custo dos smartphones 5G e a falta de um espectro de rádio disponível.

Pioneiro no 5G na África Subsaariana, Togo recebe críticas por sua qualidade de serviço. A ARCEP tem intensificado o controle sobre operadoras para aumentar suas exigências, otimizar a rede e atender às expectativas dos usuários.

Embora o 5G seja agora frequente nas discussões da ARCEP, ainda é um fenômeno marginal. Conforme dados da agência reguladora, apenas 1% dos dispositivos ativos no Togo são compatíveis com a 5G, comparado a 39% com 4G, 16% com 3G e 44% com 2G. Um contraste gritante que ilustra bem a transição gradual de um mercado ainda em estruturação tecnológica.

A modernização tem sido dificultada pelo parque de dispositivos

Entre o final de 2024 e meados de 2025, o número total de dispositivos continuou a aumentar, impulsionado pelo boom de assinantes móveis: 7,69 milhões no 4º trimestre de 2024 e 7,99 milhões no primeiro trimestre de 2025, de acordo com os relatórios da ARCEP. Porém, esse crescimento vem acompanhado de uma grande heterogeneidade tecnológica: a maioria dos usuários continua em equipamentos 2G ou 3G, que muitas vezes vêm do mercado cinza.

A entidade notou um aumento de 66% nos dispositivos não identificados no 2º trimestre de 2025, mostrando que regular as importações de dispositivos não homologados ainda é um desafio.

Adoção simbólica do 5G

Lançado desde novembro de 2020, o Togo se tornou o primeiro país a implementar o 5G na África Ocidental por meio da Togocom, mas o 5G continua a ser mais um sinal de modernização do que uma realidade de uso. Os operadores YAS Togo (ex-Togo Telecom/Togo Celular) e Moov Africa Togo ainda priorizam a expansão da 4G: em apenas um ano, o número de assinantes da 4G aumentou 38% em 2024, e depois 10% no T1-2025, atingindo cerca de 2,9 milhões de usuários.

A rápida transição para a 4G está aumentando o consumo de dados: o tráfego de dados móveis aumentou 68% ao longo de um ano no 2º trimestre de 2025 e 33% em relação ao trimestre anterior. Porém, o 5G ainda não está presente no uso diário, devido à falta de um ecossistema compatível e de um modelo econômico claramente estabelecido.

Obstáculos a serem superados

O obstáculo principal é o custo dos smartphones 5G, ainda exorbitantes para a maioria das famílias, e a disponibilidade do espectro de rádio. A isso, soma-se a redução dos investimentos: -34% ao longo de um ano no segundo trimestre de 2025, uma tendência que limita a capacidade dos operadores de se prepararem para a transição tecnológica.

2026 - 2030: a verdadeira virada?

Até 2030, Togo espera criar as condições para um 5G economicamente viável: expansão da fibra óptica para a interconexão de antenas, harmonização do espectro e abertura para serviços industriais (IoT, cloud, smart cities).

No entanto, para que essa ambição se realize, será necessário estabilizar os investimentos, regular melhor os dispositivos importados e estimular a demanda por serviços digitais avançados.

Fiacre E. Kakpo

 

Posted On vendredi, 07 novembre 2025 15:58 Written by

Telecel Zimbábue procura proteção de recuperação judicial, num contexto de declínio contínuo no mercado
Operadora de telecomunicações enfrenta problemas financeiros que impedem cumprir compromissos com credores

O mercado de telecomunicações do Zimbábue é dominado pela Econet e pela NetOne, com respectivas quotas de mercado de 73% e 25%. A Telecel, com seus 320.000 assinantes, ocupa a terceira posição com menos de 2% do mercado.

A Telecel Zimbabwe está buscando entrar em recuperação judicial, uma medida legal que permite que uma empresa em dificuldades continue suas operações sob proteção judicial. Esta decisão marca uma virada para o terceiro operador de celular do país, que há vários anos está em uma espiral de declínio comercial e tecnológico.

De acordo com a requisição apresentada no final de outubro, a operadora de telecomunicações enfrenta uma situação financeira que não lhe permite mais cumprir com seus compromissos com os credores. A recuperação judicial proporcionaria uma suspensão temporária das ações de cobrança, condição necessária para se elaborar um plano de continuidade. Esta ação ocorre em um cenário onde a empresa viu sua influência no mercado diminuir ao longo do tempo, devido a uma falta de investimentos e a uma governança fragmentada.

A Telecel opera hoje com uma infraestrutura limitada, incluindo uma rede 4G muito pequena, com cerca de 17 estações LTE. Esta limitação técnica reduziu sua capacidade de competir com os dois principais players, Econet e NetOne, que possuem capacidades maiores. Isso levou a uma diminuição em sua base de assinantes e uma perda de participação de mercado que compromete sua viabilidade a longo prazo.

A recuperação judicial poderia criar espaço para reestruturar a dívida, atrair novos investidores ou reorganizar as operações. No entanto, o resultado é incerto em um mercado onde a competitividade depende de pesados investimentos em infraestrutura e energia. O eventual desaparecimento da Telecel também reduziria a diversidade competitiva, com um risco de fortalecimento das duas principais operadoras.

Adoni Conrad Quenum

Posted On vendredi, 07 novembre 2025 08:41 Written by

A proposta do governo gabonês de introduzir uma taxa de 5% sobre os serviços de telecomunicações pode aumentar os custos da conectividade e dificultar os esforços de inclusão digital no país.
A nova taxa é esperada para gerar entre 12 e 15 bilhões de FCFA (21 a 26 milhões de USD) por ano para financiar a infraestrutura digital e fortalecer a soberania econômica do Gabão, porém suscita receios de um aprofundamento da brecha digital.

Com quase 30% da população do Gabão ainda desconectada, o acesso aos serviços digitais permanece desigual. A implementação de um imposto de 5% sobre as telecomunicações poderia aumentar o custo da conectividade e desacelerar os esforços de inclusão digital no país.

O governo do Gabão pode em breve introduzir um imposto de 5% sobre os serviços de telecomunicações, incluindo voz, internet e serviços de valor agregado, de acordo com o projeto de lei de finanças 2026. Apresentado pelas autoridades como uma medida "moderada", o imposto visa a aumentar a receita pública e diversificar a base tributária em um contexto de alta pressão orçamentária.

De acordo com as projeções oficiais, essa medida deve gerar entre 12 e 15 bilhões de FCFA, o equivalente a 21 a 26 milhões de USD por ano. O governo garante que essa receita será usada para financiar a infraestrutura digital e fortalecer a soberania econômica do país.

No entanto, os stakeholders do setor e os consumidores expressam sérias reservas. O custo adicional decorrente deste imposto seria repassado para os usuários, em um cenário onde o alto custo de vida já pressiona muito as famílias gabonesas. Vários observadores temem um aumento no custo das chamadas e dados, o que pode desacelerar o acesso à conectividade e aprofundar a brecha digital.

Em contraponto, o Gabão possui uma taxa de penetração da internet de 71,9%, ou seja, cerca de 1,84 milhão de usuários em 2025, de acordo com o DataReportal. O país também tem 3,19 milhões de conexões móveis, que é 124% da população, confirmando uma ampla adoção móvel, mas um uso ainda limitado de banda larga, especialmente em áreas rurais.

Nos últimos anos, Libreville tem feito parcerias com operadoras privadas para modernizar a rede e expandir a cobertura nacional. O setor digital, incluindo telecomunicações, é um dos pilares da diversificação econômica, representando cerca de 5% do PIB.

Para vários analistas, a imposição de um tributo sobre um setor tão estratégico poderia desacelerar a dinâmica em andamento. Uma carga adicional em um serviço essencial pode aumentar as desigualdades digitais. Em um contexto em que o digital desempenha um papel chave na educação, saúde e emprego, as populações mais vulneráveis podem ser excluídas. Alguns especialistas apelam para uma abordagem mais equilibrada, que visa ampliar a base tributária sem comprometer a competitividade de um setor chave para a transformação econômica e social do Gabão.

Samira Njoya


 

Posted On jeudi, 06 novembre 2025 15:13 Written by

Argélia procura fortalecer a cooperação internacional no setor digital durante o Encontro Global sobre Infraestruturas Digitais Públicas na Cidade do Cabo, África do Sul.
Reuniões bilaterais foram realizadas com vários ministros e organizações, incluindo o UNODET e a União Internacional de Telecomunicações, visando aprimorar parcerias, trocar experiências e obter apoio para o desenvolvimento digital.

No dia 28 de outubro, a Argélia já havia assinado uma carta de intenções com o PNUD. A agência da ONU comprometeu-se a ajudar o país do Norte da África em sua transformação digital.

A Argélia visa fortalecer sua cooperação internacional no campo digital à margem do Encontro Global sobre Infraestruturas Digitais Públicas, que acontece de terça-feira, 4 de novembro, a quinta-feira, 6 de novembro, na Cidade do Cabo, África do Sul. O Ministro de Correios e Telecomunicações da Argélia, Sid Ali Zerrouki, realizou uma série de reuniões bilaterais com vários de seus homólogos, bem como com representantes de organizações internacionais e atores importantes do setor digital.

Zerrouki assinou uma carta de intenções com seu homólogo sul-africano, Solly Malatsi, para fortalecer a parceria entre os dois países e assegurar um acompanhamento regular dos projetos de cooperação. Em conversa com Luc Missidimbazi, assessor do Primeiro Ministro do Congo, discutiram maneiras de fortalecer a cooperação africana a fim de reduzir a dependência tecnológica e desenvolver capacidades nacionais no setor de digitalização.

O Ministro também encontrou-se com Beatriz Vasconcellos, Secretária de Estado responsável pela Transformação Digital do Brasil. Eles discutiram a troca de experiências no desenvolvimento de infraestruturas digitais públicas, destacando seu papel estratégico para a soberania digital.

Zerrouki também se encontrou com Mehdi Senan, primeiro conselheiro do Escritório das Nações Unidas para Tecnologias Digitais e Emergentes (UNODET), para discutir perspectivas de cooperação e o suporte da Argélia às iniciativas da organização. Depois, ele trocou impressões com Tomas Lamanauskas, Secretário-Geral Adjunto da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que convidou a Argélia a compartilhar sua experiência em desenvolvimento digital no próximo Encontro Global sobre Inteligência Artificial.

Essas reuniões são parte de um esforço de aumentar a presença internacional da Argélia e trocar experiências para apoiar o desenvolvimento de infraestruturas digitais públicas, em prol de um crescimento inclusivo e sustentável”, segundo um comunicado do Ministério.

Falando em uma sessão do Encontro, Zerrouki enfatizou a necessidade de uma estreita colaboração entre governos, setor privado e startups, considerando esses pilares fundamentais para acelerar a inovação e a eficiência. Ele fez um apelo ao fortalecimento da troca de expertise entre os países africanos para consolidar suas capacidades tecnológicas e institucionais.

Esses esforços de cooperação surgem quando o governo argelino, através de sua estratégia "Argélia Digital 2030", aspira a fazer da digitalização um poderoso motor de diversificação econômica, criar novos empregos e fortalecer a posição do país nos níveis regional e internacional. A estratégia se baseia em cinco pilares estratégicos: infraestruturas de base, recursos humanos, formação, pesquisa e desenvolvimento, governança digital, economia digital e sociedade digital.

Lembre-se de que a Argélia ocupa a 116ª posição no Índice de Desenvolvimento de e-Governo das Nações Unidas (EGDI) 2024. O país registrou uma pontuação de 0,5956 em 1, acima da média africana (0,4247), mas abaixo da média mundial (0,6382).

Isaac K. Kassouwi

 

Posted On jeudi, 06 novembre 2025 15:11 Written by

Autoridade das TIC na Zâmbia (ZICTA) insta as operadoras de telecomunicações a melhorar a qualidade dos serviços;
Medida surge em meio a queixas de ligações interrompidas, conectividade de internet ruim e cobertura de rede instável.

O mercado de telecomunicações da Zâmbia é partilhado entre Airtel, MTN, Z-Mobile e ZamTel. Essas operadoras compartilham uma base nacional de 19,9 milhões de assinantes móveis e 7,13 milhões de usuários de internet no início de 2025, segundo a DataReportal.

A Autoridade de TIC da Zâmbia (ZICTA) instou as operadoras de telecomunicações do país a melhorar a qualidade dos serviços fornecidos aos consumidores, sob pena de punição. Várias diretrizes foram emitidas em uma coletiva de imprensa na terça-feira, 4 de novembro.

As operadoras de telecomunicações são chamadas a investir para aumentar a capacidade e a cobertura, especialmente em áreas rurais e mal atendidas. Eles também devem equipar todos os seus sites centrais com sistemas de backup de energia confiáveis para garantir a continuidade do serviço em caso de falta de energia. Nesse sentido, foi recomendado que adotem tecnologias de energia renovável, como sistemas solares ou híbridos, para melhorar a resiliência e reduzir as interrupções.

O regulador, por exemplo, deu um prazo estrito de 21 dias para as operadoras de infraestrutura Infratel e IHS apresentarem medidas concretas e datadas para garantir que todas as torres de comunicação estejam equipadas com sistemas redundantes.

"A ZICTA não vai tolerar padrões de qualidade subpar. A autoridade usará seus poderes regulatórios contra qualquer operadora que não atenda aos padrões de qualidade do serviço prescrito. Os dias de desculpas acabaram. Estamos monitorando ativamente o desempenho e todos os provedores de serviços serão responsabilizados perante o público que atendem", declarou o regulador de telecomunicações em uma postagem no Facebook.

Essa intervenção do regulador ocorre em um contexto em que os consumidores "continuam a sofrer chamadas interrompidas, conectividade de internet pobre e cobertura de rede instável". A autoridade de telecomunicações acredita que a baixa qualidade da rede afeta a vida cotidiana dos cidadãos, prejudica a produtividade e mina a confiança do público na transformação digital.

A ZICTA já tinha emitido diversos alertas para as operadoras em 2025. Em fevereiro, aplicou uma multa de 4 milhões de kwachas (180 mil dólares) à Airtel Zambia como compensação aos seus clientes devido a interrupções recorrentes em sua rede. Em junho, a operadora teve que compensar seus clientes em 5,2 milhões de kwachas, pagar uma multa adicional de 828.000 kwachas e pedir desculpas publicamente. Em março, a MTN Zambia também foi obrigada a pagar 800.000 kwachas em compensações pela indisponibilidade de seus serviços.

Lembre-se de que o regulador não especificou as medidas punitivas planejadas contra as operadoras. No entanto, a lei de TIC de 2009 estabelece que qualquer pessoa que não atenda aos padrões mínimos de qualidade do serviço "está sujeita a uma multa de quatro milhões de unidades penais, além de quatrocentas mil unidades penais por cada dia que a infração continue".

Isaac K. Kassouwi

Posted On mercredi, 05 novembre 2025 12:06 Written by

O governo do Burkina Faso planeja equipar agências postais em todo o país com espaços de assistência para facilitar o acesso dos cidadãos aos serviços públicos digitalizados.
Estado e La Poste Burkina Faso (La Poste BF) irão cofinanciar a construção e equipamento de vinte "Casas dos Cidadãos", conhecidas como "Zama Tchè", com um custo total estimado em 5,5 bilhões FCFA (cerca de 9,7 milhões de dólares).

Idealizada para tornar os serviços públicos mais acessíveis, a digitalização permanece um obstáculo para as populações que não têm acesso às telecomunicações e ferramentas digitais.

O governo do Burkina Faso decidiu equipar as agências postais em todo o país com espaços de assistência para facilitar o acesso dos cidadãos aos serviços públicos digitalizados. O executivo pretende assim aproveitar a rede nacional do La Poste Burkina Faso (La Poste BF) como alavancagem para a inclusão digital e financeira.

A iniciativa é resultado de uma sessão do Conselho de Ministros na quinta-feira, 30 de outubro, que aprovou por decreto um contrato entre o Estado e La Poste BF. Este prevê a transformação progressiva das agências postais em "Casas dos Cidadãos", chamadas "Zama Tchè". No âmbito do contrato 2026-2030, o Estado e La Poste BF irão cofinanciar a construção e equipamento de vinte "Zama Tchè", com um custo total estimado em 5,5 bilhões FCFA (cerca de 9,7 milhões de dólares).

Segundo o governo, este passo está alinhado ao seu compromisso em acelerar a digitalização de procedimentos e serviços públicos. O executivo ambiciona digitalizar a administração para torná-la mais acessível, transparente e eficiente. O acesso inclusivo aos serviços públicos está entre as doze prioridades digitais do país para 2030, com o objetivo de garantir um acesso justo aos serviços digitais, inclusive em áreas rurais.

No entanto, para ter acesso a esses serviços, as pessoas precisam ter acesso à internet, equipamentos conectados e habilidades digitais básicas - condições que ainda estão longe de ser generalizadas. Por exemplo, em 2023, 83% dos burkinabés não usavam a Internet, de acordo com dados da União Internacional de Telecomunicações (UIT). Diante dessa disparidade, La Poste atualmente oferece uma rede de 129 agências em todo o país.

Isaac K. Kassouwi

Editado por Sèna D. B. de Sodji

Leia também:
03/03/2025 - Burkina Faso faz o balanço da digitalização dos serviços públicos

 

Posted On mardi, 04 novembre 2025 13:05 Written by

A República de Maurício se volta para a Índia para cooperar em questões de cibersegurança no campo da tecnologia.
Um acordo foi assinado com o estado indiano de Maharashtra para promover a cooperação bilateral em cibersegurança e otimizar a transformação digital.

No campo tecnológico, as autoridades mauricianas decidiram se voltar para a Índia. Os dois países estão colaborando em vários segmentos ligados à transformação digital.

Na segunda-feira, 3 de novembro de 2025, a República de Maurício assinou um acordo com o Estado indiano de Maharashtra visando aprimorar a cooperação bilateral em questões de cibersegurança.

A iniciativa prevê a organização de oficinas de treinamento em Port-Louis, ministradas por especialistas da Maharashtra Cyber, uma organização pública indiana reconhecida pela luta contra a cibercriminalidade e pela gestão de incidentes digitais. Ela ajudará a apoiar o desenvolvimento de habilidades técnicas nos setores público e privado mauriciano.

"Estamos trabalhando para reduzir a cibercriminalidade e proteger nossa população, especialmente os jovens, contra os excessos do digital. O governo quer tornar a internet um ambiente seguro para negócios, educação e vida social", disse Avinash Ramtohul, Ministro das Tecnologias da Informação, Comunicação e Inovação.

Essa aproximação ocorre após a visita do Primeiro Ministro Indiano, Narendra Modi, a Maurício em março deste ano. A iniciativa se alinha com a estratégia nacional de cibersegurança de Maurício, que tem a resiliência digital como pilar da transformação digital. Nos últimos anos, o país intensificou seus esforços para estabelecer uma infraestrutura digital segura, à medida que a frequência e sofisticação dos ataques cibernéticos aumentam globalmente.

Com esta parceria, ambas as partes pretendem promover a troca de melhores práticas, a criação de conexões entre instituições especializadas e o desenvolvimento de uma rede de especialistas regionais.

Vale lembrar que a Maurício é uma das melhores alunas em termos de transformação digital no continente. As Nações Unidas a colocaram em 76º lugar no ranking global (2º lugar continental) com uma pontuação de 0,7506 no índice global de administração online (EGDI) em 2024, confirmando seu status de líder na África Oriental. A União Internacional de Telecomunicações (UIT) a posicionou em 3º lugar no ranking africano com uma pontuação de 86,3 de 100 no ICT Development Index 2025.

Quanto à cibersegurança, a Maurício é um modelo a seguir tanto no continente quanto globalmente, de acordo com a UIT.

Adoni Conrad Quenum

 

Posted On mardi, 04 novembre 2025 12:47 Written by

O setor digital poderá acrescentar US$ 4 bilhões à economia ugandense até 2030, criar 1,79 milhão de empregos e conectar mais 4 milhões de cidadãos à Internet.
As conclusões constam num relatório divulgado pela GSMA, que enfatiza o papel central das políticas públicas na promoção da transformação digital de Uganda.


Num cenário de crescente conectividade no continente africano, a GSMA destaca o papel central das políticas públicas para o sucesso da transformação digital em Uganda. Segundo a organização, uma governança digital mais aprimorada pode estimular o crescimento inclusivo.

Uganda poderá gerar 14,6 bilhões de shillings ugandenses (cerca de US$ 4 bilhões) em valor econômico adicional, criar 1,79 milhão de empregos e conectar mais 4 milhões de cidadãos à Internet até 2030. Essas são as conclusões de um novo relatório divulgado pela Associação Global de Operadoras de Telefonia Móvel na segunda-feira, 3 de novembro, durante o GSMA Digital Africa Summit Uganda, em Kampala.

O relatório, intitulado "Impulsionando a Transformação Digital da Economia em Uganda - Oportunidades, Reformas Políticas e o Papel do Mobile", destaca o impacto transformador do setor móvel no crescimento econômico e na inclusão digital, em linha com as metas do Plano de Desenvolvimento Nacional IV (NDP IV) e da Visão Digital Uganda 2040.

Um motor de crescimento para setores produtivos

Segundo a Estratégia de Transformação Digital de Uganda, o setor móvel, que já representa 9% do PIB nacional e emprega 2,3 milhões de pessoas, é apresentado como um pilar fundamental na transformação digital do país. O setor impulsiona a produtividade em setores-chave como agricultura, comércio, manufatura e serviços, ao mesmo tempo que fortalece o acesso à educação, saúde e serviços financeiros digitais.

A GSMA estima que a digitalização pode impulsionar a produtividade agrícola e industrial, aumentar as exportações e fortalecer a resiliência das pequenas empresas. A organização identifica a conectividade móvel como a espinha dorsal digital que permitirá a Uganda acelerar seu crescimento inclusivo e reduzir a segregação digital.

Um potencial ainda subexplorado

Apesar de a cobertura 4G atingir 96% da população e de haver 11,46 milhões de usuários únicos de Internet móvel (representando 22% da população total e 48% dos adultos), três em cada quatro ugandenses que vivem sob cobertura móvel não utilizam a Internet.

Esta baixa adoção está relacionada a vários obstáculos, como o alto custo de smartphones básicos, acesso irregular à energia, taxas setoriais que afetam a acessibilidade e falta de habilidades digitais. Segundo a GSMA, eliminar essas barreiras é essencial para atingir os objetivos do NDP IV 2030, que visa a 70% de cobertura nacional de banda larga e 45% de uso de Internet até 2029 ou 2030.

Reformas para um crescimento digital inclusivo

O relatório da GSMA pede uma revisão nas políticas públicas para criar um ambiente mais propício para investimento e inovação. A organização recomenda maior estabilidade regulatória, uma tributação mais adaptada ao digital e um quadro de investimentos de longo prazo. A GSMA também defende o reconhecimento oficial das infraestruturas de telecomunicações como “infraestruturas nacionais essenciais”, uma coordenação reforçada entre os setores de energia e TIC, bem como um esforço maior para tornar os smartphones mais acessíveis.

A modernização do quadro regulatório também se encontra entre as prioridades. A GSMA recomenda a atualização da legislação relativa à inteligência artificial, ao cloud computing e à proteção de dados, a fim de encorajar uma economia digital mais competitiva e segura.

Rumo a uma prosperidade compartilhada

Se essas reformas forem implementadas, a GSMA estima que permitiriam expandir a cobertura 4G para 99% da população, conectar 19 milhões de ugandenses à Internet (representando 32% da população total e 61% dos adultos) e reduzir o déficit no uso de banda larga em 7%. A longo prazo, essas medidas poderiam gerar 2,1 bilhões de shillings ugandenses em receitas fiscais adicionais, compensando as perdas decorrentes da diminuição das taxas setoriais e dando ao governo margem para financiar suas prioridades nacionais.

"A transformação digital de Uganda diz respeito, em primeiro lugar, aos cidadãos, empreendedores e comunidades. Tornando o acesso mais acessível e as políticas mais previsíveis, Uganda pode garantir que o progresso digital beneficie todos", declarou Angela Wamola (foto à esquerda), diretora África da GSMA.

Por fim, a GSMA pede uma cooperação mais intensa entre o governo, o setor privado e os parceiros de desenvolvimento para consolidar as conquistas e permitir que Uganda avance na sua transformação digital.

Samira Njoya

Posted On mardi, 04 novembre 2025 12:08 Written by

Digital Realty, operadora mundial de datacenters, inaugurou seu novo centro de dados ACR2 em Acra, Gana, em outubro de 2025.
A estrutura oferece um ambiente confiável e seguro para empresas locais, start-ups e multinacionais e promete a mesma qualidade de infraestrutura encontrada em Londres, Amsterdã ou Joanesburgo.

A Digital Realty, que possui mais de 300 datacenters ao redor do mundo, continua a solidificar sua posição na África com a inauguração, em outubro de 2025, de seu novo datacenter ACR2 em Acra, Gana. Essa iniciativa fortalece a presença da empresa no continente africano ao proporcionar um ambiente seguro e confiável para empresas locais, start-ups e multinacionais que desejam expandir suas atividades sem depender de datacenters offshore.

O centro ACR2 está estrategicamente localizado no coração de uma densa rede de rotas de fibra óptica e cabos submarinos, entre eles o 2Africa. O site vai fornecer serviços de colocation neutros para operadoras, com uma capacidade de computação instalada estimada em 1,7 MW. Com uma área de 1.100 m², pode acomodar 500 baías de servidores. O centro também se conecta à rede global de mais de 300 datacenters operados pela Digital Realty.

"ACR2 oferece a confiabilidade, conformidade e conectividade necessárias para bancos, fintechs, operadoras de telecomunicações e provedores de serviços em nuvem. Não se trata apenas de soberania de dados - trata-se de oferecer às empresas ganesas infraestrutura da mesma qualidade que em Londres, Amsterdã ou Joanesburgo, sem sair de Acra", afirma Joseph Koranteng, diretor-geral da Digital Realty Ghana.

Essa inauguração acontece na sequência de outra, realizada em agosto passado em Lagos, na Nigéria, onde a empresa agora possui quatro instalações. A Digital Realty entrou no mercado nigeriano em 2021 com a aquisição da Medallion Data Centres por 29 milhões de USD, dando início a um investimento de 500 milhões de USD em dez anos para sustentar sua expansão no continente. Em agosto de 2022, concluiu a aquisição da Teraco, uma transação avaliada em 3,5 bilhões de USD, que adicionou a África do Sul aos seus mercados africanos existentes: Quênia, Moçambique e Nigéria. Atualmente, a empresa possui cerca de quinze instalações no continente.

Na África, o potencial de mercado é notável, considerando o atraso acumulado no desenvolvimento de datacenters. Em meados de 2023, o continente ainda representava menos de 2% da oferta global de datacenters de colocation, mais da metade deles situados na África do Sul. Um relatório de abril de 2024 publicado pelo Oxford Business Group estima que a África precisa de aproximadamente 1.000 MW de capacidade e 700 instalações adicionais para atender à demanda.

Segundo a Mordor Intelligence, o tamanho do mercado africano de datacenters deve passar de 1,94 bilhão de USD em 2025 para 3,85 bilhões de USD em 2030, com uma taxa de crescimento anual composta de 14,69%. Para lembrar, a Digital Realty registrou uma receita de 4,49 bilhões de USD nos primeiros nove meses de 2025, com um lucro líquido de 1,22 bilhão de USD no período.

Isaac K. Kassouwi

Posted On mardi, 04 novembre 2025 08:54 Written by
  • Serra Leoa explora o uso da tecnologia blockchain para impulsionar a transformação digital do país.
  • O movimento ocorre em um momento em que o país busca conexão digital para todos os cidadãos, com uso de tecnologias inovadoras para oferecer serviços digitais mais transparentes, acessíveis e focados nas necessidades dos cidadãos.

No início de outubro, o país já havia firmado um acordo com a Qhala, uma empresa de transformação digital com sede em Nairobi. O objetivo é treinar funcionários públicos para o uso prático da IA em seu trabalho diário.

O governo de Serra Leoa está explorando maneiras de usar a tecnologia blockchain para incentivar a transformação digital do país. Com esse objetivo, Salima Bah, Ministra da Comunicação, Tecnologia e Inovação, recebeu no dia 30 de outubro, uma equipe de especialistas em blockchain do grupo Sovereign Infrastructure for Global Nations (S.I.G.N.), acompanhada do embaixador de Serra Leoa na China, Abubakarr Karim.

De acordo com o ministério, a equipe deveria se encontrar com vários parceiros nos dias seguintes para discutir maneiras específicas pelas quais a blockchain pode fortalecer o ecossistema digital nacional. No entanto, nenhuma atualização ainda foi comunicada sobre o assunto. "Essa visita destaca a vontade do governo de usar a blockchain para fortalecer a transparência, a confiança e a inovação na prestação de serviços públicos", disse o ministério.

Esse não é a primeira vez que o governo de Serra Leoa menciona a blockchain. O executivo está atualmente envolvido no processo de seleção dos participantes do "Big 5 AI & Blockchain Hackathon", que visa treinar, orientar e desafiar os participantes a desenvolver soluções inovadoras a partir do zero, com base em tecnologias de IA e blockchain, consideradas "entre as mais transformadoras de nossa época". Segundo o ministério, essas tecnologias têm "o potencial de remodelar setores de atividade, fortalecer a governança e resolver desafios de desenvolvimento urgentes".

Serra Leoa já usou a blockchain para seu sistema nacional de identidade digital, lançado em agosto de 2019 em parceria com as Nações Unidas e a organização americana sem fins lucrativos KIVA, especializada em serviços financeiros. Em 2018, a empresa suíça Agora testou essa tecnologia durante as eleições presidenciais no país, registrando manualmente os votos da região Oeste em uma blockchain autorizada. Era um registro público, mas cuja validação era reservada a atores autorizados, a fim de reforçar a transparência e a confiabilidade do processo eleitoral.

A mudança para a blockchain ocorre em um momento em que o governo aspira a conectar digitalmente todos os cidadãos de Serra Leoa. O poder executivo conta com tecnologias inovadoras para fornecer aos cidadãos serviços digitais mais transparentes, acessíveis e centrados em suas necessidades, em nível nacional e local. Além disso, o país obteve uma doação de 50 milhões de dólares do Banco Mundial em janeiro de 2023 para implementar seu projeto nacional de transformação digital. No índice de desenvolvimento de e-governo das Nações Unidas em 2024, Serra Leoa registrou uma pontuação de 0,3042 em 1, ficando abaixo da média africana (0,4247) e mundial (0,6382).

De acordo com o relatório "Blockchains Unchained" da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a blockchain pode transformar os serviços públicos assegurando a gestão de identidades e registros pessoais, facilitando as transações financeiras e experimentando moedas digitais, além de garantir a rastreabilidade das propriedades e das cadeias de suprimento. Pode também otimizar a distribuição de auxílios e subvenções, reforçar a transparência dos contratos públicos, modernizar a gestão de redes de energia, proteger direitos autorais, assegurar o voto eletrônico, combater fraudes e simplificar o compartilhamento de informações entre agências governamentais.

Porém, a OCDE ressalta que "o uso e a implementação da tecnologia blockchain apresenta alguns desafios, e a blockchain não é uma solução para todos os problemas do setor público". A organização cita vários obstáculos, incluindo a imutabilidade dos dados, privacidade, capacidade limitada de armazenamento de grandes quantidades de dados, qualidade das informações inseridas, governança, altos custos, complexidade de comunicação e compreensão, escalabilidade limitada e alto consumo de energia de certos modelos.

Isaac K. Kassouwi

 

Posted On lundi, 03 novembre 2025 16:52 Written by
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