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Guiné: Mamadi Doumbouya candidata-se à presidência para a eleição de 28 de dezembro

Guiné: Mamadi Doumbouya candidata-se à presidência para a eleição de 28 de dezembro
Terça-feira, 4 de Novembro de 2025
  •  Mamadi Doumbouya, presidente de transição da Guiné, oficializa sua candidatura para a eleição presidencial de 28 de dezembro
  •  Esta decisão é marcada por um tenso clima político, após a suspensão de três grandes partidos políticos na Guiné

Depois de validar o referendo constitucional, a candidatura do presidente de transição da Guiné se confirma num contexto político tenso, marcado pela suspensão de três grandes partidos.

Na Guiné, o presidente da transição, general Mamadi Doumbouya, oficialmente entregou, na segunda-feira, 3 de novembro de 2025, sua candidatura para a eleição presidencial prevista para 28 de dezembro próximo. Este anúncio marca uma virada no processo político da Guiné, três anos após o golpe de estado de setembro de 2021 que o levou ao poder.

Quando assumiu o cargo, o chefe do regime militar afirmou que não participaria da eleição que marcaria o fim da transição.

As Forças Vivas da Guiné (FVG), um grupo de partidos políticos e atores da sociedade civil, reagiram a esta decisão condenando um "ato de perjúrio". Eles afirmaram não poder "endossar o perjúrio e a usurpação do poder pelo junta militar" e rejeitam "com a maior firmeza a candidatura de Mamadi Doumbouya", acreditando que a continuação deste governo liberticida, imposto desde 5 de setembro de 2021, continua a atingir o povo guineense.

Esta decisão segue a confirmação oficial dos resultados do referendo constitucional, durante o qual o "SIM" a favor da nova Constituição foi amplamente apoiado, com 89,38% dos votos. Este texto, que substitui a Carta de transição, removeu a proibição de os membros da junta se candidatarem para as eleições, abrindo assim a porta para a candidatura do general Doumbouya.

Esta candidatura ocorre num contexto político tenso. No final de agosto de 2025, de fato, o regime militar suspendeu por três meses as atividades dos três principais partidos políticos, UFDG de Cellou Dalein Diallo, RPG de Alpha Condé e UFR de Sidya Touré, proibindo-os de qualquer reunião pública, manifestação ou campanha eleitoral.

Instituições internacionais acreditam que o restabelecimento da ordem constitucional no país é um passo chave para retomar a assistência orçamentária, restaurar a confiança dos investidores e consolidar as reformas em andamento.

Em 18 de setembro de 2025, a agência de classificação Standard & Poor's (S&P) atribuiu pela primeira vez uma classificação soberana de "B+" de longo prazo e "B" de curto prazo à Guiné, com uma perspectiva estável. Esta avaliação abre o caminho para um melhor acesso do país aos mercados financeiros internacionais, sob condições de financiamento mais favoráveis. A S&P também projeta um crescimento médio do PIB de quase 10% entre 2026 e 2028, impulsionado principalmente pelo dinamismo do setor de mineração.

O Supremo Tribunal deverá publicar nos próximos dias a lista definitiva de candidatos à presidência.

Ingrid Haffiny

 

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