Au Camarões, foram registados progressos na governação digital, na implementação da arquitetura de e-saúde, no desenvolvimento de ferramentas e no reforço das competências dos profissionais de saúde.
Na quarta-feira, 4 de março, o governo camaronês lançou o Plano Estratégico Nacional de Saúde Digital (PSNSN) 2026-2030, com um custo de 51,3 milhões de dólares. Este programa visa acelerar a digitalização do sistema de saúde e melhorar o acesso aos serviços médicos.
Segundo o comunicado oficial, «a implementação do plano deverá melhorar o acesso aos cuidados de saúde, reduzir os prazos de atendimento aos pacientes, reforçar a rastreabilidade dos dados médicos e melhorar a gestão das emergências sanitárias». Não foram fornecidos detalhes sobre a forma como este financiamento será mobilizado.
Estruturado em torno de oito eixos estratégicos prioritários, incluindo a governação, a legislação, os recursos humanos, as infraestruturas digitais, a interoperabilidade dos sistemas e a inovação, o PSNSN pretende ser uma resposta coordenada aos desafios identificados na gestão de dados e dos serviços de saúde.
Há vários anos que as autoridades camaronesas procuram reforçar a integração das tecnologias digitais no setor da saúde, a fim de melhorar a gestão dos dados médicos e a coordenação dos cuidados.
A avaliação realizada em 2025 ao anterior PSNSN (2020-2024) evidenciou vários avanços, nomeadamente em matéria de governação da saúde digital, na elaboração de uma arquitetura nacional de e-saúde, na implementação de ferramentas do sistema nacional de informação sanitária e no reforço das capacidades dos profissionais de saúde.
Contudo, segundo o Ministério da Saúde, o nível do sistema continua limitado, estimado em 1,8 numa escala de 5, o que sublinha a necessidade de reforçar os quadros institucional, jurídico e financeiro para acelerar a transformação digital do setor.
A implementação efetiva deste programa basear-se-á numa governação multissetorial, envolvendo o Ministério da Saúde Pública, as administrações responsáveis pelo desenvolvimento digital, os parceiros técnicos e financeiros, o setor privado, a sociedade civil e as instituições académicas.
Ingrid Haffiny













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