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No Gana, a inflação volta a subir pela primeira vez em quinze meses.

No Gana, a inflação volta a subir pela primeira vez em quinze meses.
Quinta-feira, 7 de Maio de 2026

Em Gana, a recuperação da inflação (+0,2 ponto percentual) revela um contraste: os preços dos bens estabilizam-se, enquanto os dos serviços aceleram (+9,6%). Este sinal surge poucas semanas antes da saída do programa do Fundo Monetário Internacional (FMI), enquanto o banco central poderá suspender o seu ciclo de flexibilização monetária.

Em Acra, o Serviço de Estatística do Gana (GSS) anunciou na quarta-feira, 6 de maio, uma subida da inflação em abril. A taxa anual fixou-se em 3,4%, contra 3,2% em março, interrompendo quinze meses consecutivos de desaceleração iniciados no início de 2025.

O aumento, modesto à primeira vista, marca uma viragem para esta economia da África Ocidental que saiu, em 2025, da sua pior crise financeira em décadas. Em termos mensais, a inflação acelerou fortemente, passando de 0,1% em março para 1% em abril. Um ano antes, o país registava ainda uma inflação anual de 21,2%.

«A inflação permanece globalmente contida, mas começamos a observar um ligeiro movimento em alta», declarou o estatístico governamental Alhassan Iddrisu à agência Reuters. Segundo ele, o aumento concentra-se em alguns setores: transportes, educação, restauração e alojamento, habitação e serviços públicos.

Pressões persistentes nos servi cos

O contraste entre componentes é evidente. A inflação alimentar continuou a cair para 2,2%, contra 2,3% em março. Em contrapartida, a inflação dos serviços disparou para 9,6%, face a 7,2% no mês anterior, impulsionada pelos rendas, taxas escolares do ensino secundário e tarifas de serviços públicos. A inflação não alimentar passou de 3,9% para 4,2%.

O país, produtor de ouro, petróleo e cacau, beneficia desde 2025 de vários fatores favoráveis: valorização de mais de 40% da moeda local face ao dólar, consolidação orçamental e reestruturação da dívida pública. O rácio dívida/PIB caiu para 45,3% no final de 2025, contra 61,8% um ano antes.

No entanto, as pressões externas estão a reaparecer, incluindo choques globais e perturbações regionais que começam a afetar preços de alimentos e combustíveis.

Uma equação delicada para o banco central

O contexto é sensível para a política monetária. O Banco Central do Gana (BoG) reduziu em março a sua taxa diretora para 14%, após cortes acumulados de 900 pontos base em 2025. A próxima reunião do comité de política monetária será em maio, num momento em que a meta de inflação de 8% continua sob vigilância.

Este cenário coincide com a fase final do programa de apoio do Fundo Monetário Internacional, no valor de 3 mil milhões de dólares, que deverá terminar em agosto. Uma eventual aceleração da inflação poderá complicar a narrativa oficial de recuperação económica.

Os próximos meses serão decisivos para determinar se este aumento representa apenas uma oscilação pontual ou o regresso de uma tendência inflacionista mais persistente.

Fiacre E. Kakpo

 

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