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Classificação Skytrax 2026: os aeroportos africanos ainda ficam atrás à escala mundial

Classificação Skytrax 2026: os aeroportos africanos ainda ficam atrás à escala mundial
Quinta-feira, 26 de Março de 2026

O ranking de 2026 dos melhores aeroportos mundiais confirma a dominação dos hubs asiáticos e europeus. No continente africano, apenas duas plataformas sul-africanas conseguem integrar o Top 100, ilustrando tanto os progressos realizados quanto os desafios persistentes do setor.

A consultoria britânica Skytrax divulgou, na quarta-feira, 18 de março, o seu ranking anual dos 100 melhores aeroportos do mundo, elaborado a partir de uma pesquisa realizada com viajantes internacionais entre 2025 e 2026.

Os hubs asiáticos dominam. O Aeroporto de Singapura-Changi ocupa o primeiro lugar, seguido por Incheon e Tóquio Haneda, enquanto a Europa mantém várias posições no Top 10. Apenas duas infraestruturas africanas estão presentes: o Aeroporto Internacional da Cidade do Cabo (74º) e o Aeroporto Internacional OR Tambo (84º).

Essa baixa presença é explicada principalmente por discrepâncias persistentes em relação à qualidade do serviço, à capacidade de acolhimento e à experiência do passageiro, critérios fundamentais na avaliação da Skytrax.

Restrições estruturais

Os custos operacionais das companhias africanas superam a média global: o combustível é 17% mais caro, as taxas e encargos são 12 a 15% mais elevados, a taxa de navegação aérea é 10% mais alta, enquanto a manutenção, os seguros e o custo do capital aumentam de 6 a 10%.

Esses fatores impactam o preço das passagens, ainda elevado para populações com renda modesta. As companhias também enfrentam desafios macroeconômicos e geopolíticos, infraestrutura aeroportuária de desenvolvimento desigual e uma conectividade intra-africana limitada. A ausência de implementação total da liberalização do céu africano dificulta a integração das redes e impede uma redução significativa nos custos para os passageiros.

De acordo com a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), o setor deverá registrar, em 2026, um crescimento do tráfego de 6%, superior à média global (4,9%). Apesar desse progresso, a rentabilidade permanece baixa: as companhias africanas gerarão apenas 200 milhões de dólares dos 41 bilhões de dólares de lucros globais, com uma margem de 1,3%, a mais baixa do mundo, e um ganho por passageiro consideravelmente inferior à média global. Isso representa um lucro líquido de 1,3 dólares por passageiro, contra 7,9 dólares a nível mundial.

Essa situação ocorre em um contexto onde o transporte aéreo mundial vive uma recuperação gradual, impulsionada pela retomada do tráfego pós-pandemia e pela crescente concorrência entre hubs regionais. No continente, vários países iniciaram programas de modernização e expansão de suas infraestruturas aeroportuárias com o objetivo de melhorar a competitividade e captar uma parcela maior dos fluxos de passageiros.

Essas iniciativas fazem parte de uma dinâmica mais ampla de fortalecimento da conectividade intra-africana, especialmente por meio de projetos de integração do mercado aéreo. Apesar da ausência no Top 100, plataformas como as de Marrakech, Addis-Abeba ou Kigali estão entre as mais bem classificadas a nível regional, refletindo uma melhoria gradual do setor.

Carelle Yourann (estagiária)

Top 10 dos aeroportos africanos em 2026 (ranking regional Skytrax)

  1. Aeroporto Internacional da Cidade do Cabo (África do Sul)
  2. Aeroporto Internacional OR Tambo (África do Sul)
  3. Aeroporto de Marrakech-Ménara (Marrocos)
  4. Aeroporto Internacional King Shaka (África do Sul)
  5. Aeroporto Internacional Mohammed V (Marrocos)
  6. Aeroporto Internacional do Cairo (Egito)
  7. Aeroporto Internacional Sir Seewoosagur Ramgoolam (Maurício)
  8. Aeroporto Internacional de Kigali (Ruanda)
  9. Aeroporto Internacional de Addis-Abeba Bole (Etiópia)
  10. Aeroporto Internacional de Antananarivo (Madagáscar)

 

 

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